15 filmes que todo arquiteto deve assistir

Estes 15 filmes que todo arquiteto deve assistir mostram a arquitetura como protagonista ou coadjuvante, seja na fotografia do filme ou na história em si. Desde Paris na decada 20 ou Alemanha controlada pelo nazismo até documentários sobre vida e obra de arquitetos, a lista de filmes a seguir não pode faltar na sua prateleira (ou HD)!

 

Meia-noite em Paris – 2011 (Midnight in Paris)

Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

 

A Origem – 2010 (Inception)

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

 

Koolhaas HouseLife – 2008

O documentário registra de uma maneira bem espontânea a relação entre arquitetura e cotidiano. Tendo como cenário a Maison Bordeaux, uma das obras mais enigmáticas e icônicas da arquitetura contemporânea, assinada por Rem Koolhaas. O telespectador segue o ponto de vista de Sra. Guadalupe, a empregada doméstica da família que relata as dificuldades de manter a casa em ordem e limpa devido à sua estrutura peculiar.
No período de uma semana, os trajetos, atividades e inquietações de Guadalupe são expostas ao espectador, de modo que vários pontos desconhecidos do projeto fiquem expostos – tornando a casa ainda mais fascinante.
O filme é uma produção italiana, de 2008, dirigido pelo italiano Ila Bêka e por Louise Lemoine.

 

O homem ao lado – 2011

Leonardo (Rafael Spreguelburd) é um designer industrial que vive com a esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. Eles moram na única casa feita na América pelo famoso arquiteto Le Corbusier, localizada na cidade de La Plata. Eles levam uma vida tranquila até o início das obras em uma casa adjacente, onde o vizinho (Daniel Aráoz) resolveu fazer ilegalmente uma janela que dava para sua casa.

 

Metrópolis – 1927 (The complete Metropolis)

Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai sobre o contraste social existente, mas recebe como resposta que é assim que as coisas devem ser. Quando Josafá (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários, Freder pede sua ajuda. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem. Ele diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.

 

Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro – 2007

A história de Oscar Niemeyer, um dos mais influentes arquitetos brasileiros no século XX. É mostrado como Niemeyer revolucionou a Arquitetura Moderna com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de uso do concreto armado, além de seus pensamentos sobre a vida e o ideal de uma sociedade mais justa.

 

Tempo de Recomeçar – 2002 (Life as a House)

George Monroe (Kevin Kline) é um arquiteto de meia idade que descobre repentinamente que está com câncer e tem pouco tempo de vida. Ele então decide aproveitar o tempo que lhe resta para se aproximar de Sam (Hayden Christensen), seu filho problemático e rebelde, bem como fazer as pazes com Robin (Kristin Scott Thomas), sua ex-esposa. Ao mesmo tempo, George decide por construir uma casa, na intenção de deixá-la como herança para Sam.

 

Esboços de Frank Gehry – 2005 (Sketches of Frank Gehry)

Um artista do cinema é convidado para falar de um outro que é destaque da arquitetura. O cineasta Sydney Pollack (de Uma Secretária de Futuro) foi convidado pelo arquiteto Frank Gehry para realizar um documentário sobre sua vida e obra. Assim, as câmeras acompanham toda a trajetória do criador de prédios famosos, como o museu Guggenheim e o de Bilbao. Uma visão sensível sobre como as obras podem agir em harmonia com a paisagem urbana e com os sentimentos de seus criadores.

 

Attilio – traços, arquitetura e cidades – 2009

O documentário Attílio – Traços, Arquitetura e Cidades é o resultado de três anos de pesquisas, em busca da verdadeira história deste que foi um dos mais notáveis arquitetos de seu tempo, autor do projeto urbanístico da capital goiana. A obra não só biografa Attílio, mas também expõe como os interesses pessoais de alguns empresários deturparam o projeto e a verdadeira história da construção de Goiânia. Aborda com profundidade a polêmica saída de Attílio do projeto de construção capital de Goiás por pressões políticas e financeiras, e as consequências deste fato para a cidade, além de sua relação com o modernismo e seu trágico fim. Produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

 

Jacques Tati – Meu tio – 1958 (Mon oncle)

O sr. Hulot (Jacques Tati) vive em um bairro pobre e antigo de Paris, enquanto sua irmã e seu cunhado vivem em uma casa supermoderna onde tudo é automático. O sr. Arpel (Jean-Pierre Zola) é dono de uma fábrica de plástico, que o tornou rico, e onde o humilde Sr. Hulot começa a trabalhar. O emprego foi arranjado pelo próprio cunhado que não deseja que o seu sobrinho cresça sob a má influência de Hulot, um sujeito bom e bem desengonçado.

 

Arquitetura da Destruição – 1989 (Architecture of Doom)

Um documentário que fala sobre a estética do Partido Nacional Socialista Alemão e como o empenho em criar o Ideal Ariano provocou o extermínio de milhões. Alguns aspectos são mencionados, como a epifania de Hitler enquanto assistia à ópera de Wagner, “Rienzi”; a ascensão do ideal greco-nórdico homoerótico; os paralelos traçados entre a arte degenerada dos cubistas e dadaístas e os doentes mentais/ deficientes físicos; a obsessão nazista pela pureza e higiene e, finalmente, o rebaixamento dos judeus a vermes.

 

Um dia a casa cai – 1986 (The Money Pit)

Jovem casal ao comprar uma mansão descobre gradativamente que nada funciona, com uma reforma geral sendo necessária para se poder viver lá. Entretanto, eles gastaram tudo que tinham para adquirí-la e o orçamento para deixá-la habitável é extremamente caro. Eles decidem fazer qualquer coisa para alcançar este objetivo, mas no entanto se envolvem em diversas confusões.

 

Bernardes – 2013

O arquiteto Thiago Bernardes revisita a vida e carreira do avô, Sergio Bernardes (1919 – 2002). Através de cartas, projetos, plantas e encontros ele refaz a trajetória o visionário arquiteto carioca, que caiu em desgraça ao aceitar trabalhar para os militares.

 

Bauhaus – A face do século XX

O documentário analisa como surgiu e evoluiu a escola de vanguarda de artes e arquitetura Bauhaus a partir de um ponto de vista artístico e histórico, abordando várias figuras responsáveis ​​pela escola, incluindo Walter Gropius, Josef Albers, Mies van der Rohe e Lásló Moholy-Nagy.

 

O Grande Hotel Budapeste – 2014 (the grand budapest hotel)

Por último como um gosto pessoal, este filme além de muito interessante mostra o majestoso e perfeitamente simétrico Grande Hotel Budapeste, que se eleva por sobre seu entorno montanhoso com um forte caráter vintage. O filme se desenvolve no ano de 1930, na cidade fictícia de Zubrowka, um lugar que o diretor chama “nossa própria versão inventada da Europa do Leste” e se centra na história de um dos concierges do hotel, no contexto social do período entre guerras.

As sinopses dos filmes citados acima foram retiradas de Adoro Cinema e IMDB.

Tem alguma sugestão além dos 15 Filmes que todo arquiteto deve assistir? Deixe nos comentários!

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